Letras por Letras


06/06/2006


A minha coroa caiu. E eu perdi toda a minha majestade

Perdi o meu nome e fiquei apenas com o meu pseudônimo

Perdi o rumo e todo o manto da liberdade

Perdi, por causa da injustiça, o ato de defesa

Por algum momento, dentro do coração repleto de poesias...

Perdi-me e agora estou oculta.

 

 

Lembra-te da coroa cintilante que me deste (?!?!?!?!?), pois então, quebraram-na, ela caiu! Perdi a majestade e estou complemente nua e sem defesa alguma. Estou com frio e perdida. Todas as vezes em que o relógio marca 3 e 15 ou 10 pras 3 uma luz tenta erradiar-me, no entanto, peço o calor que trará a minha coroa de volta para que eu possa reinar como sempre a Cíntia o vez, porque a Iris Andellis é apenas o nome da poesia.

 

Por C.G

Escrito por C.G. às 21h51
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14/05/2006


Um pouco sobre a
A Guerra de Troia
 

http://paginas.terra.com.br/arte/mithos1/troia.html


Durante as bodas de Peleu e Tétis, Éris ( a Discórdia), enraivecida por não ter sido convidada, vingou-se provocando uma disputa acerca de uma maçã na qual se encontrava a seguinte frase: A mais bela. As três deusas presentes, Hera, Atena e Afrodite, naturalmente, pretendiam ter direita à maçã. Zeus, então, determinou que as deusas fossem levadas por Hermes ao monte Gárgaro para serem submetidas ao julgamento do pastor Páris. Hera prometia-lhe poder e riqueza, Atena sabedoria e fama e Afrodite o amor da mais bela mulher do mundo. Páris declarou Afrodite merecedora do prêmio.
Em seguida, indo a Esparta e sendo recebido cordialmente por Menelau, raptou-lhe a esposa Helena e levou-a para Tróia. Diante dessa afronta, toda a Grécia ardeu de indignação. Um grande exército foi armado e partiu do porto de Áulida com destino a Tróia. Era formado opr cem mil homens sobre 1186 naus, chefiado pelo mais valorosos principes de sangue aqueu: Agamémnon, rei de Argos; o próprio Menelau; o prudente Ulisses, rei de Ítaca; o sábio Nestor; Aquiles, o mais forte; Ajax Telámon o mais forte depois de Aquiles, Ajax Oileu, Diomedes, Pátroclo, o amigo íntimo de Aquiles.
Como as naus gredas não pudessem se mover de Áulida, por falta de ventos, e o adivinho Calcas tivesse dito que era necessário aplacar Ártemis, Agamémnon preparou-se para sacrificar sua filha Ifigênia. Chegando os Gregos a Tróia, iniciou-se o cerco de deveria durar 10 anos (de 1090 a 1080 a.C.). Hera e Atena simpatizavam pelos Gregos, Ares e Zeus pelos Troianos.
Uma desavença entre Aquiles e Agamémnon pela posse de uma escrava (Agamémnon desejava que Aquiles lhe cedesse Bríses, em substituição a Críseis, seu pai, sacerdote de Apolo, para que cessasse uma peste que o deus enviara ao campo grego), fez com que Aquiles se retirasse para as naus Gregas, acompanhado de seu soldados, os mirmídones. É neste ponto que começa a Ilíada. Quando porém, Heitor matou Pátroclo, Aquiles saiu de sua inação voluntária, fez uma carnificina e acabou por matar Heitor. A ira de Aquiles, todavia, não se aplacou com a vitória: furou os pés do cadáver de Heitor e arrastou-o no pó amarrado ao seu carro, sob o olhar horrorizado de Príamo e de Hécuba, pais de seu adversário. A Ilíada termina com as cerimônias fúnebres de Heitor.
Outros valorosos guerreiros troianos continuavam a lutar Enéias, Sarpédon, Teucro, enquanto prosseguia o assédio. Aquiles foi atingido por uma flechada de Páris no calcanhar (único ponto vulnerável de seu corpo) e morreu. Páris por sua vez foi traspassado por Filoctetes. Porém, Tróia não cairia se conservasse o Paládio dentro de suas muralhas, portanto, foi ele raptado por Diomedes e Ulisses. Como, também, as muralhas da cidade não podiam ser abatidas com a força, recorreu-se à astúcia. Epeu construiu um cavalo de madeira, dentro do qual se esconderam Ulisses com os seus mais valorosos companheiros (Cavalo de Tróia). Conseguindo entrar na cidade os Gregos incendiaram-na e a maior parte de seus habitantes ou foi morta ou conduzida como escrava. Príamo foi degolado por Pirro sobre a ara do palácio. Enéias conseguiu fugir transportando nas costas seu velho pai Anquisesl alcançou, com os Penates troianos (imagens das divindades locais), A Itália, onde fundou um reino que o primeiro germe da grandeza de Roma.

Escrito por C.G. às 19h34
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07/05/2006


Céu

Entre o céu e a terra

Existe vidas

Que cantam, recitam e choram

Que respiram, nada sentem e morrem...

Entre o céu e o oceano

Existe somente horizonte,

Uma linha reta

Que divide

Sonhos e Pensamentos reais

 

Escrito por C.G. às 21h52
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21/04/2006


 

Oceano

Nada do que me alcance

Está ao lado do que me apura

Nada que me entrelace

Será o véu entre o meu rosto

E a nudez desnutrida de medidas loucas

Nada que me interesse

Será de fato o profundo oceano de sentimentos

E sentir o que não pode ser sentindo

Traduz o medo

De estar revelando perante a poesia

Todos os sentimentos

Que deveriam estar trancados nas gavetas

(...)

Então diante de tantas palavras hoje a poesia estará a brindar a histérica brincadeira

de fazer de conta que amar nada mais é do que a loucura insignificante de morar

ao lado de um vão

vazio

 

 

Escrito por C.G. às 10h52
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11/04/2006


Cidade em Preto e branco

Ao respirar a fumaça

Meus pulmões distribuem a trapaça

E onde quer eu que passe

Insisto em tropeçar

Na sombra vermelha

Que te representa

Com a tal Liberdade

Liberdade que atravessa pontes e viadutos,

Nuvens e garoas,

Sol e qualquer diminutivo de alguma beleza natural

Pois mesmo tendo a Lua aparente no céu

De forma alguma é comparável

Ao céu lunar de Natal 

(EM SP)

 

Escrito por C.G. às 21h23
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04/04/2006


Preto e Branco

Chuva

Calçadas longas

E a vida continua

Debaixo do sol terminante

Em ser eterno dentro da fartura

De ter sempre o contrário

Em minha eterna volta

 

 

Escrito por C.G. às 15h38
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16/03/2006


Foto: Ricardo Araújo

 www.1000imagens.com

 

A Lagoa Azul

(Dedicação ao cordel. José Saldanha)

 

“ Da água se fez o espelho

E do Azul nasceram essas palavras”

 

O Pão é a palavra

E a palavra o alimento d’ Alma

Alimento que eterniza nossas esperanças

Na condição verdadeira de nutrir

A lâmina e a espada

Lâmina porque a palavra

É espelhada

Na imensidão do azul

 

E espada

Porque ao ferir a Alma,

A palavra acalma

A certeza de que a paz

É eterna

Quando existe cura

Para a lágrima

Conseqüente de algum trauma

Escrito por C.G. às 16h31
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28/02/2006


 

 

O silêncio é um verdadeiro oceano atlântico que une loucura e sabedoria.

C.G

Escrito por C.G. às 22h40
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14/02/2006


 

Tupi or not Tupi

Cuspir ou não cuspir,

Na construção de um poema selvagem

Cobrir ou não cobrir de tinta,

O verso que não é invisível

Ser ou não ser,

Ter ou não ter,

Ver ou não ver,

tudo aquilo que me escapa das mãos?

E ser de repente, literal, a grande solução

Para quem não quer ser um grande fingidor! 

Escrito por C.G. às 23h46
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10/02/2006


PRODUÇÃO SPVA-RN 
APRESENTA
 
 
14 de Março, o Dia Nacional da Poesia em Natal-RN
 
O Grande Encontro Lírico Musical
 
( A poesia, as músicas de época e o Centro da Cidade ajudarão você a voltar no tempo...)
 
Aguardem!

Escrito por C.G. às 23h56
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29/12/2005


Mudança

("Acalme-se")

 

Muda o ano

....Sorrisos...

Renova o mundo

....É preciso...

Pensar diferente

...Não é só isso...

Agir, fazer, refletir

...Pense assim...

Coragem, escolha um caminho

...Pense assim...

Leia, escreva, influencie

...Positivamente...

E o resto que for ruim

...Exclua, delete...

Fique apenas

...com o que lhe preenche a Alma...

Se sentir angústia

...Dance...

Se sentir solidão

...Não pense... Sorria...

Se sentir alguém te ferir

...Perdoe...

E se quiser mudar

...Seja bem vindo a uma nova era...

Escrito por C.G. às 13h59
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23/12/2005


Dedicação ao Outro tempo e lugar

http://www.aladiah.blogspot.com/

 

 

As luzes se apagam

Os sentimentos me acendem

E ali posso fechar os olhos

Mas nunca a voz do coração

Que pulsa... pulsa... e pulsa

 

As luzes se apagam

Ao encontrar um coração aflito

Envolto por nuvens secas do firmamento

E não há qualquer sentimento

Que apague os raios, as lágrimas e o seu rastro

 

As luzes se apagam

Quando a voz se une a um piano

E desse encontro recuamos para dentro de nós

Para ouvir o que pulsa a dor da Alma

 

As luzes se apagam

Quando dentro da maestria

Das mais belas formas da poesia

Encontra-se um poeta que não alcança a imensidão

Em descrever a ternura do ecoar do piano e seu doce som!

 

Escrito por C.G. às 12h14
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21/12/2005


 

As larvas

 

O chão aberto me consome

Na terra que isola meu frio

Porque as tempestades são lágrimas...

 

Na grama por cima desse chão

Vou sepultar lembranças

 

Pelas flores mórbidas

Que virão um dia

Visitar meu rosto tão destratado de mim

 

A palidez, o acre, a vida.

Ser do mundo o mim de ninguém

 

Não mais pertenço a esse mundo

Deste o dia em que descobri

Que tudo isso nada mais é...

Do que nada...

 

... as larvas sempre devoram tudo...

 

Escrito por C.G. às 17h54
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16/12/2005


4ª Antologia da SPVA-RN ! Sucesso!!!!
A 4ª Antologia da SPVA-RN que reune poetas da entidade e amigos confrades, está maravilhosamente belo! Todos ficamos satisfeito com o lançamento que acabou de ocorrer agora na Capitania das Artes. Uma bela ilustração na capa contou com a arte do Poeta e Artista Plástico Pedro Grilo. E quanto à Editora Bagaço* (PE-Pernambuco) deixamos nossos sinceros agradecimentos e admiração por este belo trabalho juntamente com todos os poetas que participaram.
Assim, estaremos divulgando poesias dos amigos participantes aqui no fotolog (www.fotolog.terra.com.br/spvarn).
Parabéns a todos por mais essa realização!

 

 

Editora Bagaço*

A Editora Bagaço, com site www.bagaco.com.br, possui trabalho de alta qualidade proporcionando aos escritores satisfação naquilo que ela edita. Acabamos de fazer o lançamento há cerca de uma hora atrás e eu já me encontro divulgando o trabalho da SPVA-RN.


Escrito por C.G. às 00h04
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12/12/2005


‘Punhal’

 

(breve conto)

 

 

... foi o último beijo humilhante que ele lhe ousara dar...

 

Depois de tanto tempo, depois de tantas cenas humilhantes que a dominava deste o momento em que o conheceu... foi que tudo deve de ter um fim.

 

Era um final de inverno, final de uma manhã, de um dia branco com pouca luz, mas com muito cinza. As mãos tremiam porque ele ia voltar novamente e tudo ia se repetir. Não era justo, nem tão pouco suportável, senti-lo tão próximo, tão íntimo, tão torpe.

 

E esse corpo tão esbelto e ao mesmo tempo pálido sem vida era o que mais lhe chamava a atenção. Todas as vezes, era preciso que ele a visse vestida somente com um roupão vermelho, e as cenas humilhantes ali se repetiam.

 

E assim, os passos na porta foram se tornando fortes. Mais fortes que o temor que ela sentia. Mais forte que as dores dos cortes que um punhal poderia causar. Não houve tempo!

Quando ele pensou que ia desfrutar de uma bela imagem feminina ao atravessar a porta, se assustou ao deparar com o punhal prateado encravando em seu peito sob o efeito anestésico de observar pela última vez os delicados botões dos seios de sua rosa vermelha... vermelha feito sangue... pálida... infeliz... e pela última vez observada por alguém que ela nunca, sensivelmente, autorizou tocá-la.

Escrito por C.G. às 02h42
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