Oceano
Nada do que me alcance
Está ao lado do que me apura
Nada que me entrelace
Será o véu entre o meu rosto
E a nudez desnutrida de medidas loucas
Nada que me interesse
Será de fato o profundo oceano de sentimentos
E sentir o que não pode ser sentindo
Traduz o medo
De estar revelando perante a poesia
Todos os sentimentos
Que deveriam estar trancados nas gavetas
(...)
Então diante de tantas palavras hoje a poesia estará a brindar a histérica brincadeira
de fazer de conta que amar nada mais é do que a loucura insignificante de morar
ao lado de um vão
vazio

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