Letras por Letras


21/04/2006


 

Oceano

Nada do que me alcance

Está ao lado do que me apura

Nada que me entrelace

Será o véu entre o meu rosto

E a nudez desnutrida de medidas loucas

Nada que me interesse

Será de fato o profundo oceano de sentimentos

E sentir o que não pode ser sentindo

Traduz o medo

De estar revelando perante a poesia

Todos os sentimentos

Que deveriam estar trancados nas gavetas

(...)

Então diante de tantas palavras hoje a poesia estará a brindar a histérica brincadeira

de fazer de conta que amar nada mais é do que a loucura insignificante de morar

ao lado de um vão

vazio

 

 

Escrito por C.G. às 10h52
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